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Musica do Momento

Teoria da semana


I know, should stop believing
I know, there’s no retrieving
It’s over now, what have you done?

quinta-feira, maio 29, 2008

Alma Despedaçada



Tinha prometido a mim mesma que não te dizia mais nada... mas a verdade, por muito que o negue, é que gosto de ti e de uma maneira ou de outra sinto que estou a reviver uma história antiga. Até acredito que tenhas andado cansado e com muito em que pensar... mas como não me encontro incluída em nenhum desses pensamentos acabo por me sentir enganada por todas a lindas palavras e promessas que me fizeste e que agora parecem tão vãs e tão distantes.
Tentei puxar por ti para provar a mim mesma que estava enganada, que nada tinha mudado... mas para variar estava certa. O que eu mais queria era que neste momento entrasses pela porta e eu visse que estava errada e que os que estou a dizer (escrever) é uma calúnia à tua honestidade e sinceridade. Mas a porta está fechada e vai estar, não é? Vai continuar fechada até que amanha eu saia para trabalhar e para mais um dia em que sei que não estás lá!
Fui mais uma vez enganada pela minha vontade de acreditar em palavras e deixei-me levar. Deixei-me levar por doces mentiras. Palavras que te saem tão facilmente da boca como se fossem verdade, mas agora só e esquecida vejo que não era assim, que não és o sonho cor-de-rosa que pensava que eras. Fui mordida pela amarga derrota da minha alma e sinto-me como um objecto usado num qualquer jogo maior.
Porquê todas aquelas promessas!? Porque todas aquelas mentiras? Que te tinha eu feito de mal? Achas que arrisquei pouco por ti? Que não dei tudo quanto podia de mim? Para que me disseste todas aquelas coisas certas no momento certo? Para quê toda a cerimonia e falsos carinhos se no fim me ias jogar fora como um farrapo velho sem mais qualquer tipo de utilidade?
Bem, pelo menos podes agora gabar-te que foste a pessoa que mais me feriu porque vais estar a dizer a verdade. Acreditei em ti mais que em todos os que me queriam bem e avisaram para ter cuidado, mais que em todos aqueles que eu sabia que só queriam o meu bem e agora aqui estou de coração e alma partida por tua causa. Se deixei de acreditar que o amor existe a culpa é somente tua! A minha inocente estupidez levou-me onde estou agora. Já devia de saber que era bom de mais para ser verdade, bem feito para mim!
Mas estou tão desfeita que as lágrimas não querem sair. Há demasiada tristeza, demasiada raiva para com a minha parva mania de acreditar, demasiada dor.
Mas apesar de tudo isto continuo a espera de um som, de um indício que a porta se vá abrir, a espera pelo som das chaves na fechadura e da tua voz a me cumprimentar. Cada que ouço o elevador e o meu coração pula... mas nunca és tu. Nem vais ser. Mereci o que tive por ser tão estúpida.
É mais uma mota que passa e não és tu, mais um carro e continuas sem ser tu. Deste-me a volta a cabeça para me fazeres isto? Para quê tanto trabalho se no fim desapareces sem dizer nada? Se pareces esquecer-te tão rapidamente da mulher que dizias ser a da tua vida, da mulher que dizias amar mais que tudo e todos, pela qual dizias arriscar tudo.
Estou sem argumentos e a porta continua fechada. Não sei por quanto tempo vou conseguir aguentar sem explodir em lágrimas. As peças partidas do meu coração que juntas-te com o teu falso amor foram transformadas em pó e pelo caminho conseguis-te também partir a minha alma e a minha vontade destruis-te o que restava da minha felicidade sem olhar uma única vez para trás!
Odeio-te por me teres feito amar-te mais que tudo, por me teres deixado destroçada quando mais precisava de ti. Todas as músicas que dizias dedicar-me, tão carregadas de sentimento, ferem-me, agora, quando as ouço. O retrato fiel do amor que te tive mas que nunca te teve a ti:

Me muero por suplicarte que no te vayas, mi vida,
me muero por escucharte decir las cosas que nunca diras,
más me callo y te marchas,
mantego la esperanza de ser capaz algún día
de no esconder las heridas que me duelen al pensar
que te voy queriendo cada día un poco más.


Levaste-me ao céu para me lançar ao inferno e isso nunca te vou perdoar. Não te perdoo por me fazeres amar-te mais que tudo, por me fazer fugir deste maldito sitio só para não ter que cruzar contigo, porque de cada vez que o faço lembro-me da tua respiração no meu pescoço da tua voz sussurrada ao meu ouvido e a minha alma dói, lembro de tudo quanto quis ser junto a ti e nunca vou poder ter.
Eras o meu mundo e destruíste-o. Eras o meu mundo e nele eu acabei de morrer porque a porta não se abriu e o meu peito arde de dor porque sei não voltarás a entrar por ela.
Enquanto rodo a chave na fechadura para a trancar é como o som de quem fecha a porta de um sarcófago... porque com o rodar desta chave a minha alma morreu.

Adeus!

2 comentários:

real republica disse...

Coimbra, dessa Inês!!!...

Ayhrin disse...

q tem isso a ver com o post?