Tão calmo
Tão agitado
És o salmo
De todo aquele que não pode ser encontrado
A tua cor é um mistério
Ou o azul vem do céu
Ou do mar colorindo o céu como um véu
Qual a solução deste dilema térreo
A areia é tua confidente
Uma tão grande paixão
Que numa breve ou longa confissão
Lhe revelas o teu amor ardente
Ao enrolar
Na areia fina
Aquela cuja beira vais beijar
Como se se tratasse da tua sina
Bailas em sonhos
Em doces destinos risonhos
Beijas a saudade
Daqueles em cuja alma não há maldade
Juntas e separadas
Desterras e amparas
Almas e perdas que te saem caras
Mas que com o tempo saras
És confidente
És o amante ardente
O amigo das horas vagas
Detentor de vidas amargas
Dás a famílias inteiras
Alegrias e tristezas
Aqueles de quem te abeiras
Dás e tiras, certezas e incertezas
Amas e sofres
Paras e corres
Dentro de ti encerras mil cofres
De segredos e confissões morres
Ajudas quantos podes
Dos ricos tiras para dar aos pobres
Pobres de almaRicos de calma
quarta-feira, abril 06, 2005
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