E sou e vivo e sinto
Embora sabendo que minto
Na descrição da vida
Quando ainda nem a tenho vivida
Mas sonho, mas vivo
Procuro no mundo
O que se chama compreensivo
Num planeta que nada tem de profundo
Temo a esperança fria
Sonhos de uma alma já vazia
Tentações de uma fé
Que não tem quem lhe tome a ré
Provo do vinho cru
Do suor daqueles desgostosos
Que de rostos postos a nu
Da sociedade: pecados monstruosos!
quarta-feira, abril 06, 2005
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