Nem sempre a vida é justa.
Os caminhos cruzam-se variadas vezes... quando erramos temos tendencia a fugir, a ter medo... mas mudariamos um erro cometido sabendo que se mudassemos algo poderiamos nunca ter vido esta ou aquela parte da nossa vida pela qual temos tanto carinho?
Os "ses" da vida trazem consigo muitos "porquês". As acções deixam d ter valor quando te começam a ver pelo que és por fora, a marcar-te por um erro pelo qual já pagas-te demasiado caro. Qual é a dificuldade em preferir o calor humano, a amizade, a alegria d ter alguém que nos compreende... de poder dizer eu tenho um amigo que adoro pelo coração, mesmo que não seja um icon de beleza, é uma pessoa que encaixa comigo.
Eu sei q sou diferente. Não tenho qualquer tipo de problema em dize-lo... tenho é problema quando me julgam pelo que visto e não pelas palavras que digo.
Estou cansada de toda a minha ter tentado provar que consigo fazer algo d bom, algo em q a minha familia s possa orgulhar d mim... mas ao k parece n sou capaz. Sempre que tento falho e caío novamente na armadilha do custome, aquela que eu própria montei. A doença que me consome e a qual não consigo curar ou mesmo confessar q tenho afecta milhares d pessoas, grandes e pequenas, pelo mundo. Famosos como Sting tem-na... então porquê a incompreensão? É tão doloso quanto uma ferida aberta tentar consentrar-me em certas alturas. Caío em mim e penso na vida, no que eu poderia ser se n tivesse esta doênça hipocrita, no quão diferente a minha teria sido... já não seria a filha de quem os pais se envergonham porque n sabe fazer nada e a irmã ignorante que nem o 12º ano conseguiu terminar como todos os demais. Não passo d uma idiota com sonhos tão grandes quanto a vida pode ser... uma idiota que sonhou poder um dia vir a mostrar o seu valor.
As aparencias iludem d modo nem sempre muito claro. Enquanto a maioria luta contra tudo e todos, eu luto contra tudos, todos e eu! Eu não me faço d vítima. Não gosto de o ser, prefiro que me chamem teimosa ou timida, lutadora ou mesmo cobarde... mas se for vítima serei apenas da solidão d mim mesma, aquela que impus a mim para poupar os outros da minha desnecessária companhia. Reconheço os meus erros... mas como criatura mundana e humana não sou capaz de os ultrapassar sozinha... esse foi o maior de todos eles: pensar que poderia ultrapassar sozinha todos os meus problemas e crizes de depressão pelos quais tenho passado em silêncio... as lágrimas que choro nas sombras frente ao ar inabalavel que tento ostentar em publico deixam d rastos a minha pouco auto-estima.
Vítima? Eu n passo da mais fraca das criaturas a implorar em silêncio por alguém que passe pelo meu estupido orgulho e lhe ofereça a mão sem que a tenha de pedir abertamente. Por vezes o gesto mais simples pode ser encarado como a mais dificil das tarefas
Exodiare aliquis ex nostris ossibus ultor.
segunda-feira, maio 23, 2005
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