A manhã de mim
De um sol que não quer nascer
Um dia que não tem fim
O mundo que parece não aparecer
Tenho o corpo em chama
O caração arde-me no peito
Este ardor que me clama
Deixa-me por vezes sem jeito!
Qual fogo ardente
Qual desejo de vontade latente
A alma que se dissolve ao toque
Um beijo que se desvanece no pensamento
A vontade é para mim um tormento
Que prende no centro de mim um desalento
Este segredo que calo em mim
Quer vencer-me, impor-me um fim
Fazer-me renascer
A vontade de amar
A felicidade desejar
O amor fazer acontecer
Quero vencer, viver
Amar para não perder
Acreditar que no fundo
De toda esta mentira
A vervade merce ser vivida!
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
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