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I know, should stop believing
I know, there’s no retrieving
It’s over now, what have you done?

sábado, fevereiro 23, 2008

Morte de Mim



Este é o dia em que morri.


Fui partida aos bocadinhos e espezinharam-me. Nada do que fiz ou faça mudará isso. Não sou digna do ar que respiro e a vida fica mais curta.


Este dia em que morro, em que o ar deixa de correr os pulmões e o sangue me gela nas veias não me parece diferente dos outros. Dizer adeus ao que realmente amo parece estranho e penoso, doloroso e extremamente dilacerante. O erro que cometi suplanta tudo e todos a minha volta. Esta noite gelada vou emendar esse erro. Deixo de ter direito à felicidade mas outros o hão-de ter por mim.


Sejam felizes por mim, por favor, já que eu não o posso fazer. A vocês que deixo para trás é como se a minha vida deixa-se também, a cada palavra que escrevo é como uma adaga que me desfere no peito um golpe mortal. Agora que tinha encontrado amor tenho que abandonar o que encontrei e ir embora sabendo que nunca vou ser feliz sabendo que me aguarda o destino que nunca escolhi.


Não sei se voltarei a respirar livremente nem sei quando voltarei à luz do sol. As trevas que me envolvem são a minha morada para o resto dos meus dias. Volto a minha solidão, fiel companheira de tantos anos, que abandonei por causa de vocês. Sou demasiado fraca para me libertar destas amarras e demasiado frágil para admitir o que vou fazer. Assim, aqui nesta singela e despercebida mensagem vou deixo o meu adeus e o meu obrigado pelos dias felizes que passei ao vosso lado.


Esta é a minha escolha.


"O medo manter-te-á prisioneira, a esperança libertar-te-á!" A minha esperança acabou hoje e não me consegui libertar. Desculpem.


Até um dia... Porque hoje a minha felicidade morreu!


Paz!

2 comentários:

Kath disse...

Nunca devemos morrer, para nós ou para os outros, porque há sempre a possibilidade de nos redimirmos.

Ahriana Dracus disse...

brigado kath